
| Conversas da Laranja por... André Magalhães |
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| Escrito por Administrator | |||
| Terça, 06 Novembro 2007 17:26 | |||
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O Homem e o Meio Ambiente
A consciência destes problemas tem levado à adopção de medidas de controlo da poluição por entidades governamentais de numerosos países e por certos organismos supranacionais. O controle da poluição passa por uma grande diversidade de medidas, da imposição de regras à actividade industrial e do investimento em equipamentos de reciclagem até aos pequenos gestos do quotidiano. Por isso mesmo a Ecologia tem conhecido um grande desenvolvimento e, sobretudo, uma grande divulgação junto da opinião pública, que se mostra cada vez mais consciente e sensível a questões ambientais como a preservação do equilíbrio dos ecossistemas, a defesa da biodiversidade, a exploração de energias renováveis e o controle dos diversos tipos de poluição. Por sua vez, a reciclagem consiste na recuperação e transformação de qualquer desperdício. O princípio da reciclagem é utilizado em todas as aplicações que impliquem conservação dos recursos naturais da Terra e na resolução de problemas de poluição ambiental. Em Portugal o actual debate sobre a co-incineração de resíduos industriais perigosos deixou à vista os vícios e falhas das políticas ambientais. O grande problema deste país é que não dispõe de dados e informações básicas sobre os resíduos nacionais que fundamentem qualquer processo de decisão, pois o Estado não mede praticamente nada de forma sistemática: não monitoriza as emissões poluentes à saída das fábricas, não tem uma rede eficaz de medição da qualidade do ar, não faz estudos epidemiológicos às populações afectadas, e só há poucos anos começou a recensear a quantidade e caracterização dos resíduos industriais. Aliás, uma lei ocultava do público o pouco que se media e sabia, pois o art. 28º do Decreto‑Lei n.º 352/90 dava aos fumos das chaminés o estatuto de segredos de Estado. Por tudo isto, verdadeiramente ninguém consegue debater com lucidez os eventuais efeitos ambientais da incineração ou da poluição do ar, o que é uma razão mais do que suficiente para que nenhuma medida sobre queima de lixos, urbanos ou industriais, seja consentida seja por que população for, sem que se dêem garantias firmes e claras de monitorização e divulgação aberta do teor das emissões. A questão da gestão ambiental de Amarante é um caso interessante no contexto nacional. A riqueza ambiental do concelho é incontestável e por isso, a sua gestão deve ser considerada como uma das prioridades do município. Caso tal não aconteça, as consequências poderão ser irreversíveis devastadoras para toda a região. Não é primordial agora encontrar culpados para os erros passados na administração desta matéria, mas é fundamental descobrir quem seja capaz que encontrar e adoptar as medidas necessárias para ultrapassar os obstáculos com que Amarante se depara. Como se dizia numa campanha do Ministério do Ambiente feita há anos na imprensa (e lembrando aos produtores de resíduos industriais que até 15 de Fevereiro, de acordo com a Portaria nº 792/98, de 22 de Setembro, teriam de preencher e remeter à Direcção Regional do Ambiente o mapa de registo de produção de resíduos): «que o verde seja verde; que o azul seja azul: que a água seja transparente; que o ar seja puro; que a terra seja terra». De facto, apresenta-se-nos hoje uma grande questão: poderemos utilizar os enormes poderes que hoje possuímos para explorar, sem destruir, os sistemas naturais que nos suportam? Robert White, o primeiro administrador da NOAA (US National Oceanic and Atmospheric Administration) e mais tarde presidente da Academia Nacional de Engenharia disse num dia do século XX: “dependemos todos da manutenção da habitabilidade do planeta... este é o mais importante desafio para o homem, no próximo século”.
André da Silva Ribeiro e Costa Magalhães
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| Actualizado em Quinta, 12 Fevereiro 2009 15:22 |
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A qualidade de vida passa hoje indiscutivelmente pelo combate à poluição, pela implementação de uma estratégia sustentável de gestão de lixos urbanos, assente na chamada política dos “3R” (redução, reutilização e reciclagem) e pelo tratamento dos resíduos que não possam ser reciclados.