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Um ano de atrevimento PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Vitor Carneiro   
Sexta, 20 Abril 2007 08:03
Active ImageNão poderia deixar de fazer, aqui neste espaço, uma espécie de balanço sobre o primeiro ano de mandato da actual Comissão Política da JSD Amarante. No passado dia 15 fez precisamente um ano desde que assumimos o comando desta jovem estrutura político-partidária e foi desde o primeiro dia que começamos a pôr em prática as nossas ideias e, sobretudo, os nossos ideais.

O balanço é claramente positivo. Sei que pode parecer parcial a minha opinião, mas, olhando para tudo o que rodeia a JSD Amarante, claramente verificamos a presença do sinal mais. Estivemos, com o PSD, na defesa da saúde em Amarante, defendemos os interesses do nosso concelho de forma sustentada, mas, e sobretudo, pretendemos, e continuaremos a pretender, marcar pela diferença. Com isto quero dizer que não estamos aqui para servir ninguém, nem para nos servirmos a nós, estamos aqui com vontade de mudar para melhor. Marcamos a diferença ao criar “A Revolta dos Papos d’Anjo”, onde fazemos com que o debate jovem sobre os mais variados temas flua sem obstáculos, marcamos e tomamos posição sobre diversos temas, mas entendemos que tudo isto foi apenas um criar de alicerces. Sim, foi «apenas» a base. Temos mais ideias que colocaremos em prática de forma continuada e não apenas em vésperas de eleições, por que o nosso objectivo maior não foi, não é e não será ganhar eleições. O nosso objectivo maior é contribuir para o desenvolvimento de Amarante, baseado nas suas imensas potencialidades.

É inaceitável que Amarante continue (des)governada por uma política sem consequência, sem realmente criar condições de sustentação para que se possam usar todas as potencialidades do nosso concelho para atrair o progresso. Os jovens são os que mais sofrem, agora e no futuro, com esta situação, pois não lhes são criadas oportunidades, nem sequer perspectivas.

Defendo a lógica de que “Falar é fácil. Fazer é preciso saber”. Calculo que sejam poucos os exemplos em que se aplique melhor esta lógica do que em Amarante. Senão vejamos, sem receios, o que tem sido a atenção do poder para com os jovens: uma Casa da Juventude concluída, mas sem programa funcional. Bem sei que decorrem, e bem, negociações para a exploração da parte hoteleira. Mas não devia já ter sido isso planeado aquando da fase de projecto? E as restantes áreas do edifício? Permitam-me a ignorância, mas na faculdade que frequento aprendi que, aquando da realização do projecto de uma qualquer obra, se devem definir os objectivos e o plano funcional da mesma a fim de averiguar antecipadamente da sua rentabilidade e utilização. Algo me diz que o único objectivo realmente planeado foi a meta de Outubro de 2005: eleições.

Na JSD Amarante defendemos o planeamento e a estruturação de objectivos, porque não consideramos que Amarante esteja preparada para «buracos negros». Não aceitamos a política «fala barata» onde se promove, por exemplo, o turismo, mas nada se faz para que os visitantes sejam recebidos dignamente. É já comum vermos turistas a merendarem nas escadas de um centro comercial, ou num parque de estacionamento junto à estrada. É já comum depararmo-nos com WC’s públicos totalmente vandalizados.

Os jovens estão afastados, não por serem desinteressados, mas sim por não acreditarem. E não acreditam porque nunca foram realmente concedidas oportunidades de aproximação entre quem governa e quem é governado.

Não acreditamos em política de oposição, estamos mais virados para o futuro e acreditamos em alternativas. O nosso «papel» em Amarante é o de mostrar, provar e fundamentar a existência de alternativas melhores, mas não teríamos problema algum em assinalar os pontos positivos de quem governa, mas lamentamos que sejam difíceis de encontrar.

Durante toda esta minha «especial» crónica usei a primeira pessoa do plural para definir a JSD Amarante, usei o «Nós». Isto deve-se ao facto de sermos uma equipa, de trabalharmos em conjunto, de discutirmos, de divergirmos e de termos ideias diversificadas. Acreditamos que só em equipa se consegue produzir algo de melhor.

Quanto a mim, como Presidente desta equipa, apenas prometo que o segundo ano de mandato será bem melhor do que o primeiro, a todos os níveis.

 Carlos Carvalho

 

Actualizado em Sexta, 20 Abril 2007 08:10
 

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